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A verdadeira luta

  • Foto do escritor: Toni
    Toni
  • 7 de jan.
  • 2 min de leitura

Todos nós já vivemos tempos e momentos em que a vida e as pessoas lutaram contra nós sem qualquer moral ou justiça. Cada um de nós passou por um caminho em que a vida fez tudo o que estava ao seu alcance, naquele momento, para nos endurecer. Até certo ponto, isso é necessário. Mas chega um momento em que percebemos que, se continuarmos apenas a nos endurecer para os resultados futuros, morreremos. Emocionalmente, espiritualmente e fisicamente.


É preciso uma enorme quantidade de coragem e paciência para encontrar graça em situações em que a crueldade parece ser a única resposta certa. Ser verdadeiramente capaz de abraçar a graça é uma das batalhas mais difíceis que enfrentamos em nossas vidas. Isso vai além de muitas coisas, pois estabelece os padrões do que somos a partir do núcleo da nossa alma.


Isso não significa que não possamos ou não devamos lutar quando a crueldade bate à nossa porta. A verdadeira luta é interna. Endurecer-nos por meio de justificativas criadas por nós mesmos é fácil. Suavizar nossos caminhos para encontrar a graça é a verdadeira luta. Isso não elimina o nosso lado mais duro. Apenas o torna possível e nos dá, a nós e ao mundo, uma segunda oportunidade neste mundo dualista em que vivemos.


Perdoar e esquecer caminham de mãos dadas. Se você perdoou, você esqueceu? Com a graça, isso é possível. Ser macio demais é macio demais, e ser duro demais é muitas vezes o peso sob o qual acabamos nos enterrando. A graça torna tudo leve, mesmo que a distância até o inimigo seja de apenas alguns metros.


Evoluir exige conflito, e os conflitos finalmente trazem paz. A dureza é protetora: ela ergue muros e fecha portas. Tenta controlar aquilo que pode nos ferir. A graça faz algo muito mais arriscado: ela permanece aberta. A dureza é rápida e instintiva. A graça é lenta e deliberada. Ela exige consciência, contenção e, sobretudo, coragem. Graça não é fraqueza. É verdadeira força com compaixão. Encontrar a graça é difícil porque duas partes de nós colidem: o nosso ego e o nosso eu mais profundo. A graça para com os outros começa com a graça para conosco. A graça não ignora a dor, ela passa através dela.


Há um antigo ditado que diz assim:Para endurecer uma pessoa, basta trazer muita dor; mas amolecer alguém só pode ser feito por ela mesma.

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